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Sep 14 2013

Os cupins são insetos sociais assim como as abelhas e formigas e pertencem a ordem isóptera. No mundo são cadastradas aproximadamente 2500 espécies e no Brasil 500. Alimentam–se de celulose, atacando por esta razão papéis, livros, estruturas de madeira, ou qualquer outro material que contenha este composto (polímero).
A grande maioria das espécies é benéfica ao meio ambiente reciclando matéria orgânica, no entanto algumas delas se adaptaram ao meio urbano nos trazendo grandes prejuízos. Das várias espécies de cupins existentes na área urbana, os cupins subterrâneos são os mais destrutivos. Os principais grupos de cupins de importância econômica são os Cupins Subterrâneos e os Cupins de Madeira.

Cupins Subterrâneos:
Ataca edificações consumindo madeira, celulose de livros e roupas. Invade o imóvel e estabelece colônias dentro do próprio prédio. A colônia de cupins é uma sociedade complexa que está estrategicamente escondida. Os principais gêneros de cupins subterrâneos são: coptotermes e heterotermes.

Cupins de Madeira:
Atacam peças de madeira e móveis, destruindo-os com o passar do tempo. Raramente migram para outras partes, mas exigem tratamento específico, localizado. Sua presença é indicada pelo aparecimento de um pó fino, claro ou escuro, constituído por pequenas esferas. Os sintomas de ataque do cupim normalmente se confundem com o ataque de brocas pela similaridade dos dejetos. A diferença está na granulometria, o cupim tem o pó granulado e a broca tem o pó fino.
O cupim (português brasileiro) ou térmite, térmita (português europeu) ou salalé (português de Angola) ou ainda muchém (português de Moçambique) é um inseto eusocial da ordem Isoptera, que contém cerca de 2.800 espécies catalogadas no mundo. Esses insetos são mais conhecidos por sua importância econômica como pragas de madeira e de outros materiais celulósicos, ou ainda pragas agrícolas, entretanto, apenas cerca de 10% das espécies conhecidas de cupins,estão registradas como tal.
Em número de espécies, a ordem Isoptera deve ser considerada intermediária entre os insetos, já em termos de biomassa e abundância, os cupins apresentam enorme significância e podem ser comparados às formigas, minhocas, mamíferos herbívoros das savanas africanas ou seres humanos, por exemplo, e estão entre os mais abundantes invertebrados de solo de ecossistemas tropicais. Esta grande abundância dos cupins nos ecossistemas, aliada à existência de diferentes simbiontes, confere a estes insetos a possibilidade de desempenhar papéis como o de “super decompositores” e auxiliares no balanço Carbono-Nitrogênio (Higashi & Abe, 1997).

Cupim

“Cupim” origina-se do termo tupi kopi’i[1]. “Térmite” origina-se do termo latino TARMITE, “verme”[2].Distribuição Geográfica

A maioria das espécies de cupins vive nas regiões tropicais e subtropicais, com algumas poucas se estendendo até latitudes mais elevadas, raramente além de 40o norte ou sul. Mais espécies de cupins podem ser encontradas num único hectare de floresta ou savana tropicais do que em toda a América do Norte e Europa juntas. Cupins podem chegar facilmente ao nono andar de um prédio.

Os cupins são insetos hemimetábolos, com metamorfose gradual, e aparelho bucal mastigador; são ortopteróides e formam um grupo monofilético com as baratas e louva-deuses, os Dictyoptera = (Blattaria + Isoptera) + Mantodea. Muito vem sendo discutido a respeito das relações internas dentro de Dictyoptera, inclusive, se a ordem Isoptera deve ou não continuar sendo utilizada, já que um gênero de baratas que vivem em madeira (Cryptocercus) é filogeneticamente mais próximo dos cupins do que das demais baratas.[3][4][5] Desta forma as baratas seriam um grupo parafilético, mas também se poderiam considerar os cupins como uma família (Termitidae) dentro de Blattaria: Blattaria = Outras Baratas + (Cryptocercus + Termitidae).[6] A classificação mais aceite divide a ordem Isoptera em sete famílias: Mastotermitidae, Hodotermitidae, Termopsidae, Kalotermitidae, Rhinotermitidae, Serritermitidae e Termitidae (Grassé, 1986). As seis primeiras são os chamados cupins “inferiores” (que apresentam protozoários simbiontes para produção da celulase, como a triconinfa ou a Mixotricha paradoxa) e a família Termitidae, que inclui mais de 70% dos cupins do mundo, são os chamados cupins “superiores” (que possuem bactérias para produzirem a sua própria celulase). No Brasil são encontradas apenas as famílias: Kalotermitidae, Rhinotermitidae, Serritermitidae e Termitidae.
Os Kalotermitidae são capazes de viver em madeira seca sem contato com o solo e nunca constroem ninhos.
Os Rhinotermitidae são na maioria subterrâneos e se alimentam de madeira, e alguns deles são pragas importantes.
Serritermitidae, até recentemente continha uma única espécie, Serritermes serrifer, que ocorre apenas no Brasil.

Novas evidências indicam que Glossotermes oculatus, espécie da Amazônia previamente incluída em Rhinotermitidae, também pertence a Serritermitidae.
A família Termitidae é bastante diversificada, e compreende cerca de 85% das espécies de cupins conhecidas do Brasil. Dentre os Termitidae, alguns são comedores de madeira, de folhas, de húmus, e também cultivadores de fungo (que não ocorrem no Brasil), e muitos constroem ninhos grandes e complexos.

Estes ninhos, em muitas espécies constituem as chamadas termiteiras ou termiteiros. São montes de forma aproximadamente cilíndrica que podem atingir até nove metros de altura. São feitos de uma pasta de terra, fragmentos de madeira, excrementos e saliva produzida pelas próprias térmitas.
Para se deslocarem à superfície protegendo-se dos seus predadores (formigas, aves, etc.) e evitar a luz do sol, constroem com grande rapidez túneis em que usam o mesmo tipo de pasta.

Dejeto de cupim ao canto de uma mesa de madeira.
Todos os cupins são eussociais, possuindo castas estéreis (soldados e operários). Uma colônia típica é constituída de um casal reprodutor, rei e rainha, que se ocupa apenas de produzir ovos; de inúmeros operários, que executam todo o trabalho e alimentam as outras castas; e de soldados, que são responsáveis pela defesa da colônia.
Existem também reprodutores secundários (neotênicos, formados a partir de ninfas cujos órgãos sexuais amadurecem sem que o desenvolvimento geral se complete), que podem substituir rei e rainha quando esses morrem, e às vezes ocorrem em grande número numa mesma colônia. Os membros da família Kalotermitidae não possuem operários verdadeiros, mas esse papel é desempenhado por ninfas (pseudo-operários ou “pseudergates”) que retêm a capacidade de se transformar em alados ou soldados.
Existem também cupins desprovidos de soldados, como é o caso de todos os representantes neotropicais da subfamília Apicotermitinae. Alguns cupins possuem dois ou três tipos de soldados, sempre de tamanhos diferentes, e às vezes morfologicamente tão distintos que poderiam passar por espécies diferentes.

A dispersão e fundação de novas colônias geralmente ocorre num determinado período do ano, coincidindo com o início da estação chuvosa. Nessa época, ocorrem as revoadas de alados (chamados popularmente de siriris ou aleluias), dos quais alguns poucos conseguem se acasalar e fundar uma nova colônia.

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